Pisos e Revestimentos: Madeira, reflorestamentos ou demolições

Pisos e Revestimentos: Madeira, reflorestamentos ou demolições
abril 24 10:05 2009 Imprimir Este artigo

Pisos e Revestimentos: Madeira, reflorestamentos ou demolições. A madeira, tradicionalmente usada na estrutura e no apoio aos telhados e para vedar aberturas da construção, é cada vez mais empregada como elemento de enfeite de espaços internos. Para driblar a escassez de recursos naturais, painéis de madeiras industrializadas chegam às marcenarias, onde são usadas para a produção de revestimentos de paredes, pisos, móveis e armários. A design de interiores Animere Vieira avalia que a madeira traz várias contribuições para qualquer tipo de construção. Para ela, além da resistência e durabilidade, o material tem lugar cativo nos projetos arquitetônicos mais harmônicos por causa da beleza, elegância, diversidade de tonalidades e sobriedade que pode dar ao ambiente.Via Lugar Certo

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Veja mais fotos de aplicação da madeira em projetos arquitetônicos

As vantagens do material, segundo Animere, não acabam por aí. “A madeira ainda funciona bem como divisória, eliminando a necessidade de alvenarias e, com isso, evitando as perdas de espaço.” Para o acabamento de um quarto, Animere Vieira diz que o uso de um piso em madeira é quase obrigatório para dar maior intimidade corporal com o espaço, principalmente para crianças.

A design explica que as tendências mais fortes em madeira mudam, mas, com o tempo, podem retornar. “Esse é o caso da sucupira, que estava fora da preferência dos clientes e que retornou há pouco.” O mogno, devido à cor e ao brilho, caiu um pouco no uso, assim como o pau-marfim. “A imbuia, por sua vez, é uma madeira que sempre tem espaço na casa mineira”, avalia.

Laurene Magalhães, design de interiores, acredita que a atual tendência para o uso da madeira surgiu em resposta a duas questões atuais para a sociedade: a busca por conforto no sentido de volta às raízes e preocupação ecológica. Devido ao fato de ser um isolante natural (térmico e acústico), o material, segundo Laurene, proporciona para o ambiente uma temperatura estável e agradável. “A madeira também é versátil e já não aparece só em revestimentos, mas em bojos, bancadas, laminados, painéis para TV, quartos e escritórios.”

Quanto à inspiração ecológica, Laurene acredita que, numa tentativa de salvar as árvores, a valorização da madeira nas construções surge com supremacia sobre outros materiais. “Uma boa construção e projeto de decoração pode ser acessível e ecologicamente correto.” Laurene destaca que as madeiras de reflorestamento certificadas e de demolição estão presentes na maioria dos ambientes, apontando uma tendência mundial. “Morar bem não quer dizer desperdício nem implica o uso de recursos naturais sem consciência”.

APEGO

O professor de arquitetuta do Instituto Izabela Hendrix, da Fumec e da Uni-BH Róccio Rover Rosi Peres pesquisa o uso da madeira na construção civil e acredita que o apego à matéria-prima está arraigado na cultura construtiva dos brasileiros. “Desde os índios, passando pelos colonizadores portugueses e, mais tarde, pelos imigrantes italianos, poloneses e alemães, a madeira é elemento estrutural de nossas moradias.”

Para Rosi essa preferência nacional não é à toa. “A madeira favorece a diversidade com texturas, cores e cheiros diferenciados. Não aquece ou esfria o ambiente e traz aconchego. Quando a madeira é bem acabada, o toque é aprazível.” O arquiteto também destaca que as possibilidades de criação com o material são quase infinitas, dando exclusividade ao ambiente.

Na opinião do especialista, a dificuldade em conseguir algumas espécies que até há pouco tempo eram retiradas de forma clandestina levou à diversificação da madeira usada na construção. Com a fiscalização ambiental sobre a extração de madeira muito maior e nova consciência ambiental, Rosi diz que a solução é trocar espécies ameaçadas, como o ipê, por peças com desempenho similar, obtidas pelo reflorestamento ou cultivo, como teca, eucalipto e angelim.

VALOR

A técnica em meio ambiente Keli Melandes Rangel descobriu nos painéis de madeira uma forma rápida e barata para valorizar seu apartamento no Bairro Castelo, em Belo Horizonte. No fim do ano passado, a sala do imóvel de 70 metros quadrados recebeu nova pintura e um painel de MDF (um tipo de madeira sintética), que foi embutido atrás da sanca. “Já tinha visto painel usado no fundo de uma sala numa revista de decoração e, quando a design recomendou, topei na hora.” O apartamento mobiliado era alugado por R$ 1,2 mil e foi locado por R$ 1,8 mil depois da reforma. “Valeu a pena demais. O que investi na reforma recuperei em seis meses com o novo valor do aluguel.”

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Redação Reforma Fácil
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