Métodos construtivos industrializados

Métodos construtivos industrializados
maio 16 10:48 2011 Imprimir Este artigo

Com a economia aquecida e o aumento na demanda por empregados especializados, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) sobe, a margem de lucro dos empreendimentos fica achatada e os imóveis para o consumidor final encarecem.

 

 

Sem esbarrar na falta de mão-de-obra qualificada, os sistemas industrializados de construção, como os pré-moldados, os pré-fabricados, o concreto usinado moldado in loco, racionalizam recursos humanos e são muito mais rápidos na hora de construir.
Segundo o engenheiro e gerente regional da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP), Ricardo Moschetti, o sistema de pré-fabricados, por exemplo, permite que lajes, vigas, paredes e escadas saiam prontas da fábrica direto para o canteiro de obras. No caso do concreto moldado in loco, a uniformidade é maior e o controle da qualidade muito mais eficaz se comparado ao sistema artesanal. “Com sistemas industrializados, o processo de construção é mais rápido e enxuto. Além de tornar racional o uso da mão de obra, a utilização desses sistemas permite o retorno antecipado do investimento, pois é acelerada a velocidade de execução do cronograma. Outros benefícios incluem a diminuição de resíduos, menor perda do concreto, facilidade no gerenciamento do projeto e o fato de os sistemas evitarem incorreções na compra de materiais”, afirma.
Uma obra que utiliza sistemas industrializados substitui a construção tijolo a tijolo e, diferentemente da construção artesanal, permite customização. Isso significa prever entradas e saídas para instalações hidráulicas, elétricas e de ventilação. “Veja o caso dos pré-fabricados. O material é carregado e entregue no canteiro, para montagem, reduzindo a necessidade de contratação de pessoal”, diz Moschetti.

Os sistemas industrializados podem ser aplicados em prédios multipavimentos, grandes construções ou mesmo projetos que envolvem escala, como habitações de interesse social. “Recentemente, a ABCP, em parceria com a prefeitura de São Luiz do Paraitinga – cidade a 178Km de São Paulo – e a Companhia de Desenvolvimento Habitacional Urbano (CDHU), conduziu um projeto para a construção de casas em concreto moldado in loco (concreto PVC – tecnologia que utiliza fôrmas em PVC), dada a urgência de erguer moradias em tempo recorde para a população desabrigada das enchentes”, informa Moschetti. O engenheiro destaca que algumas das tecnologias industrializadas permitem erguer uma casa nos padrões do ‘Minha Casa, Minha Vida’ em três horas, com a mão-de-obra de três homens. “Métodos construtivos industrializados liberam mão-de-obra, em vez de demandá-la nos mesmos patamares da construção artesanal. Os sistemas também ditam um ritmo acelerado do trabalho da equipe e impõe uma velocidade ao cronograma de execução do projeto, aumentando a produtividade da obra”, destaca o gerente da ABCP. Um outro ponto positivo é poder aferir, com precisão, o custo do material aplicado, haja vista a diminuição do desperdício.

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