É hora de repensar o lobby dos hotéis?

É hora de repensar o lobby dos hotéis?
novembro 06 13:03 2021 Imprimir Este artigo

Com a abertura de diversos destinos e a retomada do turismo, este espaço pode ser decisivo para escolha dos viajantes

SÃO PAULO, outubro de 2021 – Conforme o mundo começa a reabrir em meio à pandemia da COVID-19, os hotéis veem a oportunidade de recuperar parte do movimento que foi interrompido e o lobby pode ser uma peça-chave nesse processo. A chamada “viagem de vingança” – aquela que compensa o tempo perdido – é uma tendência crescente no turismo e todos os detalhes devem ser pensados para atrair hóspedes e destacar-se da concorrência.

O lobby é o coração do hotel, a primeira coisa que os visitantes encontram. “Não é mais apenas um espaço transacional”, diz Sharon Grob, Diretora de Desenvolvimento de Clientes de Hotéis EMEA, uma subsidiária da JLL. Os hotéis que acertam neste ponto invocam um genuíno senso de lugar e de pertencimento. “Para atrair a próxima geração de viajantes, o lobby deve ser relaxante e acolhedor, mas ao mesmo tempo proporcionar uma experiência. As pessoas precisam saber que podem relaxar neste espaço, mas isso precisa servir a uma infinidade de propósitos e, quando bem feito, gera fluxos de receita fortes e consistentes para os proprietários e operadores”, reforça a executiva. O uso de materiais e móveis de origem local pode não apenas reduzir a pegada de carbono e incorporar o entorno, dando personalidade ao espaço, mas também mostrar o comércio e as tradições locais, proporcionando esse importante senso de lugar.

Para Pedro Freire, diretor de Valuation and Advisory Services da JLL, o cuidado com esse espaço pode incrementar a receita. “Os hotéis que conseguem tornar o lobby um espaço atrativo, integrado, com instalações e decoração que convidem os hóspedes a usufruírem do seu espaço, e promovam socialização, estimulam um maior consumo dos seus pontos de venda, como bares e restaurantes”, relata o executivo, especializado em hotelaria. “O fundamental é que o design do lobby seja pensado para atender o perfil e as necessidades do público que o hotel pretende atender”.

O estilo de vida do hotel

O viajante da próxima geração não está procurando um lugar apenas para dormir – ele quer um hotel que seja parte de suas viagens, o que faz crescer a importância de lobbies multifuncionais.

O design e o espaço devem, portanto, refletir essa demanda com acessórios e móveis que facilitem o relaxamento, o encontro, a socialização, o trabalho e muito mais. A versatilidade também ajuda os hotéis a se adaptarem para suprir as necessidades em constante mudança. A capacidade de reconfigurar e seccionar os espaços para atender a eventos está no topo da lista de desejos de todos os proprietários de hotéis.

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A estética também desempenha um papel fundamental para esta demografia. Hoje em dia, o que se qualifica como destino turístico é muito influenciado pelo quão “instagramável” é determinado lugar, então, um bom design incorpora características que incentivarão os visitantes a tirar uma foto e postar nas mídias sociais. Um lobby bem pensado, terraço, esculturas, restaurantes e bares bem projetados, ou qualquer característica estética única ou peculiar, impulsionará o envolvimento das pessoas e promoverá sua marca gratuitamente.

“As pessoas que visitarem seu hotel podem e serão seus maiores embaixadores de marca. Se você tem uma característica que eles não podem encontrar em outro lugar, ou uma vista fantástica, você já ganhou”, reitera Sharon.

Para Alessandra Arnone, diretora da Tétris, empresa da JLL dedicada a design & build, os viajantes do Brasil já aderiram a essa tendência. “Os brasileiros adoram os espaços instagramáveis ou o registro de um ícone que represente ou caracterize a propriedade onde ele se hospeda, da vista a uma peça do mobiliário”, aponta.

Os lobbies precisam ser convidativos e permitir que o hóspede o utilize de várias formas, porém de maneira confortável e adequada. “Passamos a utilizar mobiliário, iluminação e instalações que proporcionem todas diversas funções – de uma rápida reunião a um bate-papo – em nossos projetos, permitindo ser um espaço de descontração e encontros”, reforça Alessandra.

O hotel de negócios

As pessoas que fazem check-in em hotéis comerciais normalmente passam a maior parte de seu tempo correndo entre aeroportos, seus quartos e reuniões. Elas não têm muito tempo e prezam pela eficiência. Isso exige que os hotéis estejam preparados para atender rapidamente a demanda desses profissionais. “Os hotéis de negócios devem ser consistentes e confortáveis acima de tudo. O turista tradicional de negócios tem pouco tempo para encontrar seu caminho em torno de um novo sistema. Tudo deve ser pensado, incluindo áreas discretas nos lobbies para a realização de reuniões”, orienta Sharon.

Os hotéis executivos também precisam se certificar de que estejam totalmente equipados para qualquer coisa que os hóspedes possam precisar, como um simples adaptador de plugue ou portas USB. “Esses profissionais têm muito em que pensar, portanto, se os hotéis de negócios podem aliviar a pressão pensando no que esses viajantes podem precisar no último minuto ou podem ter esquecido, você pode ter certeza de que eles farão a reserva com você novamente”, conclui.

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O hotel de luxo

Um senso de grandeza é fundamental quando se pensa em um lobby de hotel de luxo. “Todos os móveis precisam ser de alta qualidade com execução e ajuste imaculados. É aqui que normalmente vemos mármores raros, madeiras exóticas e outros acabamentos de alto valor. As pessoas estão investindo muito para estar lá, por isso esperam um serviço de alta qualidade e que o hotel supere suas expectativas”, conta Sharon.

Em termos de ajuste, hotéis de luxo oferecem acabamentos e características como em nenhum outro lugar – exclusivos daquele hotel em particular. “Mais uma vez, um senso de lugar é fundamental – os viajantes querem ser atingidos com uma experiência sensorial com elementos inspirados localmente para que possam diferenciar se estão em Cannes ou Mumbai”, diz Sharon, destacando novamente a importância de acrescentar um toque local, mas a uma especificação de luxo. “Assim que os hóspedes entram no lobby, eles precisam sentir que o hotel pode fornecer absolutamente tudo o que quiserem e dar-lhes uma estadia única e luxuosa”.

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O hotel de baixo custo

Mesmo com um baixo orçamento, o lobby pode ser um lugar significativo para os viajantes que se hospedam em hotéis low cost. “Normalmente, os quartos nestes hotéis são pequenos e básicos, por isso o lobby se torna uma área chave para as pessoas conhecerem outros viajantes, sair, relaxar e descobrir seus planos para o dia”, diz Sharon. Como resultado, o mobiliário deve ser flexível, tanto com espaços individuais para trabalho e descanso, quanto com áreas mais comuns, como bancos que podem servir como lugares para comer e beber, bem como conectar laptops para uma reunião ou para planejar o resto de sua viagem.

Estes usuários são tipicamente mais jovens e em uma faixa etária semelhante à daqueles que frequentam hotéis lifestyle, portanto, a incorporação de elementos de design e mobília similares e únicos que têm personalidade pode ser uma opção. “Os viajantes com baixo orçamento sabem o que estão pagando e o que estão recebendo, mas sempre é possível adaptar o hotel para que ele deixe uma impressão duradoura e positiva, e isso começa com o lobby, que é o centro e o coração de qualquer hotel”, pontua Sharon.

Apesar das especificidades de cada tipo de hotel, Freire lembra que os espaços precisam estar em constante atualização. “Esses ajustes não precisam ser necessariamente caros e podem ser feitos ao longo do tempo. O ideal é que o hotel mantenha- se sempre atualizado e com instalações flexíveis para ir se ajustando às novas tendências e movimentos do seu público. Os hotéis que pararem no tempo e perderem seus hóspedes, certamente precisarão investir mais”, ressalta o diretor da JLL.

No Brasil, por exemplo, a rede Selina tem atraído os chamados “nômades digitais” – pessoas que trabalham remotamente e, por isso, podem estar conectados de qualquer lugar do mundo. “Eles buscam um lugar para trabalhar e, ao mesmo tempo, querem essa convivência e experiência com outros hóspedes e com a comunidade local. A rede entendeu essa tendência de mercado e rapidamente se tornou um pólo de atração desses profissionais”, finaliza o executivo.


Sobre a JLL
A JLL (NYSE: JLL) é líder na prestação de serviços imobiliários e em gestão de investimentos. Moldamos o futuro do mercado imobiliário por um mundo melhor, usando as mais avançadas tecnologias para criar oportunidades recompensadoras, espaços incríveis e soluções sustentáveis para nossos clientes, nossas pessoas e todos que nos cercam. A JLL é uma empresa Fortune 500, com receita anual de US$ 16,6 bilhões, operações em mais de 80 países e uma força de trabalho de mais de 92 mil pessoas em todo o mundo (em 30 de junho de 2021). JLL é marca registrada da Jones Lang LaSalle Incorporated.

No Brasil desde 1996, a JLL tem sede em São Paulo e escritório regional no Rio de Janeiro, contando com uma equipe de cerca de 900 profissionais prontos para atuar em todo o País. Nosso portfólio de serviços no Brasil oferece: Locação | Aquisição e Vendas | Consultoria e Avaliação | Gerenciamento de Propriedades | Gerenciamento de Facilities | Engenharia e Manutenção Predial | Projetos e Obras | Design & Build. Setores de atuação: Escritório | Industrial | Varejo | Hotel | Healthcare | Educação | Data Center | Life Sciences.

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